Gerdau apresenta resultados financeiros estáveis em meio a desafios do setor siderúrgico e destaca desempenho da América do Norte

A Gerdau demonstrou resultados robustos em meio aos desafios enfrentados pelo setor siderúrgico, alinhando-se às expectativas do mercado.

A divisão da América do Norte novamente se destacou, compensando a fraqueza registrada no Brasil. Em comparação ao segundo trimestre de 2024, as vendas de aço aumentaram 4,1%, resultando em uma receita consolidada de R$ 17,5 bilhões, um crescimento de 5,5%.

A operação brasileira, ainda afetada pelo alto volume de importações, teve uma receita estável, crescendo apenas 1,7%, enquanto as exportações ajudaram a suavizar a queda nas vendas internas. A competição com o aço importado dificultou o repasse de preços, resultando em uma redução de 2 pontos percentuais na margem bruta.

No entanto, o Ebitda local subiu 2,8%, alcançando R$ 877 milhões, beneficiado por alguns fatores não recorrentes, embora ainda longe do seu potencial total.

Em contrapartida, a divisão da América do Norte apresentou uma recuperação significativa, impulsionada pelas tarifas protecionistas em vigor, com uma receita líquida crescendo 11,2% devido a maiores volumes de venda e reajustes. O Ebitda dessa divisão foi de R$ 1,6 bilhão, com um aumento de 1,3%, correspondendo a 64% do total consolidado e ressaltando a importância da diversificação geográfica para a empresa.

Embora a unidade da América do Sul tenha visto um aumento nas vendas, seu Ebitda despencou 34%, para R$ 149 milhões, devido a uma sobreoferta de aço provocada por importações elevadas. Essa divisão representa apenas 6% do Ebitda total.

O resultado consolidado mostrou um Ebitda de R$ 2,4 bilhões, uma redução anual de 2,4%, em linha com as expectativas do mercado. Apesar de uma melhoria no resultado financeiro, refletindo impactos inflacionários menores na Argentina, a companhia enfrentou um aumento na carga tributária, resultando em uma queda de 8% no lucro líquido em relação ao segundo trimestre de 2024.

Nesse contexto desafiador, os resultados apresentados foram consideravelmente sólidos. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 773 milhões, afetado principalmente por um aumento nos investimentos e capital de giro. No entanto, a relação dívida líquida/Ebitda permanece em níveis saudáveis, em 0,85x.

A empresa anunciou R$ 239,5 milhões em dividendos, representando um yield de 0,7%. Esse valor é modesto, porém compreensível diante das circunstâncias. Apesar das dificuldades, principalmente na divisão brasileira, a Gerdau continua a apresentar resultados razoáveis, com ações que, negociadas a quatro vezes o Ebitda previsto para 2025, ainda são vistas como uma recomendação favorável.

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