Após a reunião do Comitê de Política Monetária, o Ibovespa teve uma queda de 0,89%, fechando a 132.798,25 pontos. Essa queda foi influenciada, em grande parte, pelas ações da Ambev, que recuaram 5,25% após a divulgação de seu balanço trimestral.
Por outro lado, a Embraer apresentou um desempenho positivo, com alta de 5,78% devido a notícias favoráveis sobre tarifas comerciais dos Estados Unidos. O volume financeiro do dia alcançou R$ 17,4 bilhões antes dos ajustes finais.
Além disso, foi anunciado que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre, o que representa o menor índice desde 2012, comparado aos 6,9% do mesmo período do ano anterior e os 7% do primeiro trimestre. Essa redução é atribuída a um mercado de trabalho aquecido, que tem estimulado a atividade econômica e aumentado o consumo das famílias.
Contudo, a elevação da renda complica o controle da inflação, levando o Banco Central a decidir manter a taxa Selic em 15% por um longo período.
Nos mercados de Wall Street, os índices também fecharam em baixa, refletindo a pressão de balanços corporativos e dados econômicos recentes, enquanto os investidores aguardam os resultados de grandes empresas como Amazon e Apple.
O S&P 500 caiu 0,37%, o Nasdaq teve uma leve queda de 0,03% e o Dow Jones recuou 0,74%.
No câmbio, o dólar terminou o dia em alta, cotado a R$ 5,60, uma valorização de 0,21%, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana em relação a outras divisas, em um contexto marcado pela confirmação de tarifas pelos EUA sobre produtos brasileiros, embora com algumas exceções.
O primeiro semestre do dia foi caracterizado pela volatilidade das cotações, em razão da formação da taxa Ptax de fim de mês, que é influenciada por estratégias de agentes financeiros que buscam ajustar a taxa a níveis favoráveis para suas transações em dólar.

