Na última sexta-feira, os principais índices do mercado acionário dos Estados Unidos registraram novas máximas históricas, com o S&P 500 fechando a 6.388,64 pontos e o Nasdaq chegando a 21.108,32 pontos. Esse desempenho foi impulsionado por uma série de resultados financeiros positivos, principalmente entre as grandes empresas de tecnologia, embora nem todas estejam apresentando um desempenho semelhante.
Enquanto a área de inteligência artificial continua ganhando força e atraindo bilhões em investimentos, a Tesla enfrenta desafios, incluindo concorrência acirrada, queda na receita e um CEO que tem se distanciado do foco na companhia.
Durante a centésima edição de um podcast financeiro, especialistas discutiram os acontecimentos em Wall Street e as perspectivas do mercado. As grandes empresas de tecnologia estão fortalecendo o movimento em torno da inteligência artificial, com a temporada de resultados do segundo trimestre revelando um crescimento médio de 7% nos lucros e 9% em relação ao ano anterior, o que ajudou a sustentar os recordes do Nasdaq e do S&P.
A TSMC se destacou ao reportar um aumento de 40% na receita e 60% no lucro, além de revisar suas expectativas para o ano. Outro destaque foi a Alphabet, cujo lucro por ação cresceu 20% e a receita de anúncios do YouTube ultrapassou 10 bilhões de dólares.
Apesar de preocupações iniciais em relação a concorrentes como a OpenAI, a empresa está se adaptando com seu próprio sistema de inteligência artificial que já conta com 2 bilhões de usuários. O investimento em CAPEX da Alphabet também foi elevado, aumentando a confiança do mercado. O crescimento dos investimentos impacta diretamente os fabricantes de chips, como a NVIDIA, que se beneficia do aumento de demanda por sua tecnologia.
Em contraste, a Tesla relatou um desempenho medíocre, com queda de 15% na receita e redução nas margens, enquanto enfrenta uma crescente concorrência de montadoras chinesas. A análise sugere que a Tesla pode estar perdendo relevância, especialmente com um produto que não evoluiu nos últimos anos e um CEO mais envolvido em questões políticas do que na gestão da empresa.
Para os analistas, a manutenção de investimentos na Tesla requer um grande otimismo, já que a companhia enfrenta um ambiente competitivo desafiador.
No que diz respeito ao mercado de câmbio, há um consenso entre os analistas de que é um bom momento para comprar dólares, devido à deterioração fiscal no Brasil e a incertezas externas, como potenciais tarifas e instabilidade política associada ao ciclo eleitoral.
O podcast analisa questões econômicas relevantes e, no episódio mais recente, se aprofundou nas relações econômicas entre os Estados Unidos e o Brasil, além das consequências das decisões fiscais para a economia nacional.

