Proposta de Nelson Tanure para Braskem visa reestruturação financeira e nova gestão executiva da Petrobras em meio a incertezas nas negociações

Em meio à falta de clareza nas negociações, surgem especulações sobre a proposta de Nelson Tanure para o controle da Braskem.

De acordo com informações, o empresário estaria disposto a assumir a liderança econômica da empresa petroquímica, enquanto a Petrobras ficaria responsável pela gestão executiva. A intenção de Tanure seria reestruturar a dívida da Braskem para reforçar sua operação, enquanto a Petrobras, como segunda maior acionista, assumiria a direção estratégica e supervisão das operações.

Recentemente, a estatal solicitou ao Cade sua inclusão como parte interessada nas negociações após tomar conhecimento da proposta por meio de um comunicado da Braskem, pois não foi formalmente avisada.

A Petrobras possui direitos de preferência e tag along em relação aos 50,1% do capital votante detido pela Novonor na Braskem, da qual possui 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto.

Fontes indicam que a oferta de Tanure não contempla o tag along para os acionistas minoritários, nem uma oferta pública com prêmio, e ignora essa possibilidade, o que tem gerado preocupações.

A Petrobras espera a decisão do Cade sobre seu pedido, já que a proposta de Tanure foi aprovada sem restrições, mas condicionado ao cumprimento das obrigações da Novonor.

Há também desafios nas negociações com os credores da antiga Odebrecht devido a uma dívida de R$ 19 bilhões, além das complicações geradas pelo acidente geológico em Maceió, onde a Braskem enfrenta uma nova ação que reivindica R$ 4 bilhões em indenizações por danos a imóveis.

Além disso, movimentos políticos estão em curso, como a sugestão de um senador para que a Braskem transfira sua operação na cidade.

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