O Banco do Brasil, anteriormente considerado uma das melhores ações na bolsa, começou a mostrar sinais de fragilidade a partir de 2024, apesar de seu histórico de crescimento robusto nos últimos anos.
Desde meados de 2020, quando iniciou sua reestruturação focada na rentabilidade e controle de custos, o BB apresentou resultados recordes, especialmente no agronegócio, um setor crucial da economia brasileira.
Entretanto, no primeiro semestre de 2024, surgiram indícios de problemas, com o aumento da inadimplência entre seus clientes do agronegócio, apesar de ainda reportar lucros elevados.
O cenário se agravou no primeiro trimestre de 2025, quando o lucro foi inferior às expectativas do mercado, fazendo o ROE cair e aumentando as provisões para devedores devido às novas normas do Conselho Monetário Nacional, que tornaram o processo de provisão mais rigoroso.
Como resultado, as recomendações de compra das ações do banco caíram drasticamente. A expectativa em torno do segundo trimestre de 2025 é de resultados fracos, com análises apontando uma possibilidade alta de redução nos lucros e dividendos.
Investidores estão cada vez mais pessimistas, refletindo um aumento nas posições vendidas. Alguns analistas discutem a possibilidade de um short squeeze, que ocorre quando ações com muitas vendas a descoberto começam a se valorizar, forçando os vendedores a cobrir suas posições, o que poderia empurrar o preço ainda mais para cima.
No entanto, um resultado medianamente positivo pode não ser suficiente para inverter o ânimo do mercado. A situação também é influenciada por fatores políticos e a perspectiva de eleições futuras no Brasil, que podem impactar a confiança dos investidores na estatal.
Apesar dos riscos, alguns especialistas apontam que, em momentos de pessimismo excessivo, oportunidades podem surgir para aqueles que estão dispostos a esperar uma recuperação, desde que estejam cientes da volatilidade que a ação pode apresentar.

