Na quarta-feira, os agentes do mercado demonstraram otimismo em relação ao possível relaxamento da guerra comercial dos EUA, especialmente após o país firmar um acordo com o Japão que prevê a redução das tarifas sobre importações de automóveis e a não criação de novas taxas. Em contrapartida, o Japão se comprometeu a investir e emprestar US$ 550 bilhões aos EUA.
Também há expectativas de entendimento com a União Europeia, com tarifas estabelecidas em 15% em comparação a 30%. O Brasil, por sua vez, continua estagnado nas negociações. Esse cenário levou a uma queda de 0,78% na cotação do dólar, que encerrou a R$ 5,5239, o menor fechamento desde julho, e o Ibovespa subiu 0,99%, alcançando 135.368,27 pontos, impulsionado pelo desempenho positivo das ações nos EUA, onde o S&P 500 registrou um novo recorde ao avançar 0,78%.
Iniciando a temporada de divulgação de resultados que se estenderá até meados de agosto, a WEG anunciou um lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no segundo trimestre, um aumento de apenas 1,04% em relação ao ano anterior, abaixo das expectativas do mercado.
Entre os destaques do dia, a PETROBRAS PN teve uma alta de 2,04% apesar de modestas variações nos preços do petróleo, enquanto bancos como ITAÚ e BANCO DO BRASIL também se valorizaram. No entanto, a VALE ON apresentou uma leve queda, influenciada por dados sobre sua produção, e a WEG ON despencou 8,01% devido a resultados abaixo das previsões, suscitando preocupações sobre os impactos das tarifas dos EUA.
A RAÍZEN PN, após registrar uma mínima histórica, teve um aumento de 5,48% no valor de suas ações.

