Até a última sexta-feira, o ministro da Fazenda expressava otimismo em relação às negociações sobre a tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos. No entanto, essa confiança parece ter diminuído, pois, em uma entrevista recente, Haddad reconheceu a possibilidade de não haver uma resposta americana até agosto.
Apesar desse cenário, ele se comprometeu a encontrar soluções para mitigar os impactos da taxa, que deve ser implementada em dez dias, reafirmando que o Brasil não deixará as negociações, conforme determinação do presidente Lula. O ministro destacou que o governo está analisando diferentes cenários e já enviou outra correspondência às autoridades dos EUA sobre as discussões em andamento.
Haddad criticou a motivação política por trás da tarifa, que, segundo ele, foi influenciada pelo julgamento do ex-presidente brasileiro por tentativa de golpe em 2022. Ele também mencionou que uma parte da extrema-direita no Brasil está atuando contra os interesses do país e destacou a importância da unidade nacional na crise atual.
Além disso, o ministro observou que os EUA estavam anteriormente abertos ao diálogo antes da imposição da tarifa e que existem sanções severas aplicadas a vários países, incluindo o Canadá.

