O Conselho dos Exportadores de Café informou que não considera a possibilidade de interrupção no fornecimento de café brasileiro para os Estados Unidos, mesmo após a imposição de uma tarifa de 50% pelo governo americano.
Executivos do conselho, em uma coletiva, enfatizaram que as negociações com autoridades e entidades do setor nos EUA, já iniciadas por conta de uma tarifa anterior de 10%, continuam em andamento e apresentam bons resultados, apesar do cenário incerto.
De acordo com o CEO do conselho, as discussões estão progredindo e têm potencial para estreitar laços comerciais, dado a relevância do café para a economia norte-americana.
O setor já está buscando a inclusão do café em uma lista de isenções tarifárias, com a ajuda da Associação Nacional do Café nos EUA.
O presidente do conselho também observou que o ambiente é propício para o café, destacando que o Brasil, sendo o maior produtor e exportador global, é crucial para o mercado americano, que consome um terço do café brasileiro.
Apesar da nova tarifa, não houve suspensão das exportações, pois importadores e exportadores preferem aguardar um cenário mais claro para novas negociações.
A pressão tem levado traders a acelerar remessas antes da aplicação da tarifa, com alguns desviando rotas de navios ou transferindo estoques de países vizinhos.
Mesmo diante da tarifa, o conselho não enxerga perda de mercado para o café brasileiro, já que a produção global está equilibrada com a demanda.
O consumidor norte-americano tende a preferir pagar mais pelo café de qualidade que aprecia, já que mudanças na mistura do produto que já se mostra eficaz são raras.
O Brasil está também buscando diversificar seus mercados compradores, sendo a China um dos alvos principais, mas a transição não ocorrerá de forma imediata devido à importância do mercado dos EUA.

