Aprovação de Lula cresce após tarifas de Trump e nova proposta de taxação aos super-ricos, aponta pesquisa recente

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um aumento após a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump e em meio à campanha do governo para taxar os super-ricos, conforme uma pesquisa recente.

A pesquisa revelou que a aprovação ao governo subiu de 40% para 43%, enquanto a rejeição diminuiu de 57% para 53%. Embora essas mudanças estejam dentro da margem de erro, a diferença entre aprovação e desaprovação reduziu-se de 17 para 10 pontos.

O estudo foi baseado em entrevistas com 2.004 pessoas entre 10 e 14 de julho, após o anúncio das tarifas, com um nível de confiança de 95%. Além disso, houve uma leve melhoria na avaliação geral da administração, com a percepção negativa reduzida de 43% para 40% e a positiva aumentando de 26% para 28%, enquanto a parcela considerada regular se manteve em 28%.

A recuperação da imagem do presidente foi mais significativa entre mulheres, eleitores de classe média, com maior escolaridade e residentes do Sudeste, enquanto as opiniões dos brasileiros com renda de até dois salários mínimos mostraram pouco movimento. Já entre aqueles com rendimento de dois a cinco salários mínimos, houve um aumento na aprovação.

Apesar das melhorias recentes, a situação atual ainda está aquém dos índices de um ano atrás, quando 54% dos entrevistados aprovavam o governo.

A pesquisa ainda indicou que dois terços dos participantes acreditam que os mais ricos deveriam arcar com uma carga tributária maior para beneficiar os mais pobres, com 75% apoiando a proposta de aumentar a isenção do Imposto de Renda.

No entanto, o apoio à elevação da alíquota para os “super-ricos” caiu para 60% e a retórica de “ricos contra pobres” foi rejeitada por 53% dos respondentes.

Em relação ao confronto sobre as tarifas com Trump, 44% dos entrevistados consideram que Lula está mais correto, enquanto 29% apoiam Trump. Apesar desse suporte, 79% acreditam que as tarifas trarão consequências negativas em suas vidas, e 84% esperam que governo e oposição colaborem para solucionar o problema.

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