Hoje de manhã, foram apresentados os dados do CPI de junho nos Estados Unidos, que se alinharam com as previsões do mercado, mostrando uma variação de 0,287% em relação ao mês anterior, um pouco abaixo da expectativa de 0,3%. A inflação núcleo teve um aumento de 0,228%, também inferior ao que os analistas esperavam.
Enquanto os preços de veículos novos e usados continuam em queda, os serviços apresentaram um crescimento significativo de 0,7%, o mais alto em quase dois anos. O segmento de viagens manteve-se estável, e a inflação de aluguel, medida pela OER, manteve-se em torno de 3,8% na média móvel de três meses, perto do menor nível desse ciclo.
Com relação à política monetária, esses dados não indicam alterações no comportamento do Federal Reserve, que deverá permanecer inativo na próxima reunião.
No Brasil, a última semana foi marcada por tensões comerciais após o anúncio dos Estados Unidos de tarifas de 10% sobre produtos brasileiros, seguido de um aumento para 50% no dia seguinte. Isto levou a uma desvalorização do real em relação ao dólar, com o câmbio acumulando uma queda de 2,56% na semana.
O IPCA de junho apresentou alta de 0,24% no mês, acima da projeção de 0,2%, mas a composição foi mais favorável do que os números indicam. Embora os bens semiduráveis tenham registrado aumentos, principalmente vestuário e calçados, os preços de alimentos mostraram deflação moderada, impactando negativamente no índice.
Adicionalmente, os núcleos de inflação apresentaram uma desaceleração, com a média móvel trimestral dos serviços abaixo de 6,5%, o que é um sinal positivo. Em relação ao IBC-Br de maio, a queda de 0,74% foi pior do que o esperado. Apesar disso, na análise anual, o crescimento de 3,16% ainda indica certa resiliência na atividade econômica.
Embora uma desaceleração seja esperada ao longo do ano, se o IBC-Br mostrar uma variação de 0,4% no próximo mês, o PIB do segundo trimestre pode se situar em 2,5%, acima das previsões.
Os dados apontam que a Selic deve se manter em 15% na próxima reunião do Copom, com a possibilidade de cortes nos juros no futuro, dadas as condições inflacionárias e a esperada desaceleração da economia.
Em relação a investimentos, foram apresentadas características de diferentes títulos de renda fixa, como LCA, CDB e LCI, detalhando suas rentabilidades, tipos de garantias e requisitos de aplicação, todos com informações atuais e específicas sobre suas características e condições de investimento.

