Diante da incerteza provocada pela imposição de uma tarifa de 50% pelo presidente dos EUA sobre produtos brasileiros, os investidores adotaram uma postura de cautela, optando por observar os desdobramentos.
A reação dos mercados foi moderada, com a bolsa em queda e o dólar em alta, mas sem indicar pânico. O Ibovespa caiu 0,46% para 136.842,37 pontos, enquanto o dólar subiu 0,72%, alcançando R$ 5,5426.
A nova tarifa foi anunciada na quarta-feira, após o fechamento dos mercados locais, gerando incertezas que podem levar a movimentos errôneos. Especialistas preveem um aumento da volatilidade nas próximas semanas.
Algumas análises indicam que, embora a tarifa possa afetar a atividade econômica, o impacto no PIB deve ser marginal, entre 0,2% e 0,3%, se a tarifa for aplicada. Há o temor de uma escalada nas retaliações, sendo que uma estratégia de negociação e busca por novos mercados poderia aliviar essa volatilidade.
O governo sinalizou que aguardará até agosto para qualquer retaliação e está intensificando esforços em acordos comerciais com blocos europeus. Prevê-se que o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira se mantenha, mesmo com a tarifa, em meio a uma movimentação global de investidores buscando emergentes, incluindo o Brasil.
O mercado já precificou a possibilidade de intensificação da guerra tarifária, o que poderia pressionar a inflação e atrasar a redução de juros. Especialistas ressaltam que o governo brasileiro deve focar em negociações em vez de retaliar, já que uma resposta tarifária pode ter efeitos negativos sobre investimentos e inflação.
Alguns setores mais sensíveis a juros enfrentaram quedas significativas, destacando a Embraer como uma das mais expostas às tarifas, com suas ações caindo quase 8% em um momento, enquanto a Tupy se destacou ao registrar uma alta.
Análises sugerem que os impactos macroeconômicos das tarifas devem ser contidos, e setores como o de óleo e gás podem redirecionar seus mercados.

