A decisão do presidente dos Estados Unidos de estabelecer tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto pode provocar uma queda significativa nas exportações do Brasil.
O mercado americano é o segundo maior comprador das vendas brasileiras, perdendo apenas para a China, e as exportações de petróleo representam uma parte considerável das receitas obtidas.
Além disso, os Estados Unidos são um mercado importante para produtos brasileiros de maior valor agregado, como aeronaves e autopeças. Analistas preveem que as novas tarifas possam resultar em perdas de bilhões de dólares nas exportações brasileiras, excluindo possíveis isenções setoriais.
Relatos indicam que a tarifa não se somará aos 25% já aplicados sobre automóveis ou aos 50% sobre aço e alumínio, enquanto itens sob investigação, como semicondutores e produtos farmacêuticos, continuarão isentos.
Em 2024, o Brasil exportou para os EUA aproximadamente US$ 2 bilhões em café, o que representa 16,7% do total exportado, e uma tarifa de 50% pode aumentar os preços e afetar a competitividade.
Para a carne, os EUA são o segundo maior destino, correspondendo a 16,7% do volume exportado, com uma receita de US$ 1,6 bilhão. As tarifas poderiam afetar as companhias do setor, como JBS e Minerva, que operam em grande parte nesse mercado.
O suco de laranja também é impactado, com os EUA representando 41,7% das exportações em 2024, totalizando US$ 1,31 bilhão, e a tarifa proposta significaria um encarecimento drástico do produto.
O petróleo brasileiro gerou US$ 5,8 bilhões em 2024, e uma tarifa ainda poderia ser gerenciável devido à flexibilidade do setor.
As exportações de aeronaves, representando 63% do total, somaram US$ 2,4 bilhões, enquanto semifaturados de ferro e aço e materiais de construção também tiveram participações significativas nas vendas ao mercado americano.
O setor de máquinas e motores e eletroeletrônicos também foi destacado, com exportações substanciais e uma potencial perda de competitividade face às novas tarifas.

