A Petrobras está avaliando alternativas para suas operações no Polo Bahia, incluindo a possibilidade de vendê-lo, conforme informou a presidente da empresa, Magda Chambriard, neste sábado.
Ela ressaltou que a decisão será baseada no retorno econômico e nos interesses da companhia. O polo havia sido colocado à venda durante o governo de Jair Bolsonaro, mas teve o processo interrompido após a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, que encerrou um amplo movimento de desinvestimento na estatal.
Chambriard comentou que o Polo Bahia, que possui cerca de 28 concessões terrestres, apresenta “muita pouca produção” e, em algumas situações, requer um esforço considerável para produzir volumes inferiores aos de um único poço do pré-sal.
Ela mencionou que a viabilidade econômica pode mudar dependendo do preço do barril de petróleo, afirmando que operações são mais justificáveis com valores mais altos. A presidente acrescentou que a questão ainda está em discussão, e que a empresa está analisando se manterá a operação, se terceirizará ou se irá vender o ativo, buscando sempre o que for mais lucrativo para a estatal e seus acionistas.
Ao ser indagada sobre a possibilidade de realizar uma análise similar no Polo Urucu, no Amazonas, ela elogiou a qualidade do petróleo daquela região, sem fornecer mais informações.
Durante o evento, companhias de estaleiros do Brasil e da China firmaram acordos para estabelecer colaborações tecnológicas e comerciais, em resposta ao aumento da demanda por embarcações pela Petrobras.

