O dólar apresentou, nesta segunda-feira, a terceira queda consecutiva no Brasil, fechando no menor valor desde setembro do ano passado. Essa desvalorização foi influenciada pela disputa entre investidores em torno da formação da Ptax de fim de mês e trimestre, além da desvalorização da moeda americana no mercado internacional.
Ao final do dia, o dólar à vista teve uma queda de 0,88%, encerrando a cotação em R$ 5,4350, que é o menor fechamento desde 19 de setembro de 2022, quando a moeda estava a R$ 5,4213.
Ao longo do mês, a moeda acumulou uma baixa de 4,99% e, no trimestre, a queda foi de 4,76%. No acumulado do primeiro semestre de 2025, a desvalorização é de 12%.
O mercado de câmbio foi impactado desde o início do dia pela disputa pela formação da Ptax, que é calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista. Essa taxa serve como referência para liquidações de contratos futuros. No final de cada mês, agentes financeiros buscam direcionar a taxa para níveis que favoreçam suas posições. Essa disputa se intensifica nos finais de trimestre, pois a Ptax é utilizada também na conversão de valores em moeda estrangeira nos balanços de diversas empresas.
O dólar chegou a registrar uma leve alta no início do dia, atingindo R$ 5,5083. Contudo, durante as janelas de coleta da Ptax, os vendidos prevaleceram, puxando a cotação para baixo. Às 12h54, a moeda alcançou a mínima de R$ 5,4240.
Com a formação da Ptax na parte da tarde a R$ 5,4571, o dólar continuou em baixa até o fechamento, em meio a um dia positivo para os ativos brasileiros, com o Ibovespa em alta e uma forte queda nas taxas dos DIs.
O clima internacional também favoreceu a maior parte das divisas, com o índice do dólar caindo 0,41% às 17h24.
Além disso, um boletim do Banco Central revelou que as empresas não-financeiras reduziram suas previsões para a taxa de câmbio em seis meses, mantendo, no entanto, a expectativa de que a inflação continuará acima do centro da meta.
Em maio, a mediana das expectativas para o dólar no período de seis meses era de R$ 5,80, uma redução em relação ao R$ 6,00 previsto anteriormente em fevereiro. O boletim Focus indicou que, segundo instituições financeiras, a projeção para o dólar ao final de 2025 é de R$ 5,70.

