A semana foi marcada por incertezas no cenário fiscal, que continua a preocupar os investidores.
Na quarta-feira, o Congresso rejeitou um decreto do Governo Federal que aumentava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que contribuiu para a queda do Ibovespa e do dólar na sexta-feira.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso receba a autorização da Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar a decisão do Congresso.
No fechamento do dia, a cotação do dólar à vista caiu 0,28%, ficando em R$ 5,4831, o que representa uma diminuição de 0,79% ao longo da semana.
Apesar da alta inicial, impulsionada pela expectativa de um IOF mais baixo e dados de inflação dos Estados Unidos, a moeda americana perdeu força. Referente à inflação, o PCE, medido pelo Federal Reserve, reportou um aumento de 0,1% em maio, igual ao registrado em abril, levando investidores a reforçarem a expectativa de cortes de juros nos EUA.
A alta acumulada do PCE em 12 meses foi de 2,3%, alinhando-se com as estimativas de mercado.
No Brasil, dados do IBGE revelaram que entre fevereiro e maio, o número de empregos formais cresceu 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 103,869 milhões, estabelecendo um novo recorde, enquanto a taxa de desemprego diminuiu para 6,2%, abaixo da previsão.

