No final de abril, o governo anunciou um aumento nas alíquotas do IOF para várias operações financeiras, o que gerou descontentamento no mercado e intensificou o desgaste político em Brasília.
Em resposta à forte reação, o Ministério de Minas e Energia apresentou, na última terça-feira, uma proposta alternativa para substituir a arrecadação prevista com o imposto, trazendo um certo alívio para investidores e analistas, embora com um “porém” que ganhou destaque.
Isso porque o novo pacote de arrecadação levanta preocupações, especialmente em relação às petroleiras, com foco na Petrobras. Analistas do BTG Pactual afirmam que “a Petrobras provavelmente assumirá a maior parte dos custos”.
Com a Petrobras sob pressão, outra petroleira começou a receber mais atenção, já que o pacote visa arrecadar entre R$ 35-40 bilhões entre 2025 e 2026, utilizando receitas de petróleo.
Algumas iniciativas estão sendo consideradas, como a revisão dos preços de referência do petróleo, um acordo de unitização de Jubarte e possíveis leilões de volumes excedentes em campos do pré-sal, como Tupi, Mero e Atapu.
Os analistas do BTG Pactual indicam que esse pacote representa um risco regulatório crescente para o setor de petróleo e gás no Brasil, prevendo que, mesmo que todas as empresas sofram os efeitos da medida, a Petrobras enfrentará o impacto mais significativo, dada sua posição como principal produtora do país.
Em consequência, o mercado já começou a se manifestar, com as ações da Petrobras caindo mais de 2% desde o anúncio do pacote.
Os analistas também ressaltam sua preferência por outra petroleira, afirmando que, embora essa companhia possa ser afetada, sua estrutura de ativos a torna menos vulnerável a tais mudanças. Além disso, destacam um bom potencial de valorização, com previsão de que o preço das ações possa chegar a R$ 65, representando uma valorização de até 58% com base no fechamento da última terça-feira.
Em um relatório recente, os analistas do BTG compartilharam detalhes sobre as ações das petroleiras e disponibilizaram o acesso ao relatório de forma gratuita, ressaltando a curadoria das melhores recomendações do banco para seus leitores, sem nenhum custo ou compromisso para acessar as informações.

