Embrapa Meio Ambiente apresenta inovações do agronegócio para a COP 30 e destaca a importância de um mercado de carbono regulado no Brasil

Paula Packer, 57 anos, engenheira agrônoma com doutorado em química e seis pós-doutorados, é desde 2022 a chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária com sede em Jaguariúna (SP) que analisa os impactos da agropecuária na natureza e os avanços em sustentabilidade.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, ela enfatiza que o agronegócio brasileiro deve se destacar como uma potência agrícola e ambiental ao promover o mercado de carbono regulado, desenvolver novas tecnologias verdes e apresentar soluções existentes para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Esses temas precisam ser bem abordados na COP 30 programada para novembro em Belém do Pará.

Packer destaca que a agropecuária é responsável por cerca de 20% das emissões de gases poluentes, mas o setor também atua como um bom absorvedor de carbono, implementando práticas que visam reduzir essas emissões, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o uso de biofertilizantes.

Segundo ela, é crucial que essas práticas sejam comunicadas de maneira eficaz, um dos focos do seu trabalho na Embrapa, que também envolve fornecer inovações aos produtores e auxiliar na formulação de políticas públicas.

Na COP, o agronegócio terá um espaço denominado Agrizone, localizado próximo às zonas de negociação, onde serão apresentadas tecnologias e iniciativas que demonstram como o Brasil desempenha um papel vital na segurança alimentar global de forma sustentável.

Packer observa que, embora haja dificuldades em estabelecer um mercado de carbono eficiente, principalmente devido à necessidade de adaptar métricas às diversas regiões brasileiras, as discussões estão avançando. A regulamentação desse mercado foi estabelecida no final do ano passado e incluiu a criação de um sistema para negociação de créditos de carbono, embora a maior parte desses créditos ainda venha da área florestal.

A líder da Embrapa acredita que, com a COP 30, o Brasil terá uma oportunidade crucial de consolidar sua posição como um ator significativo em questões agrícolas e ambientais, destacando a importância de unir lideranças e mostrar a sustentabilidade do setor produtivo brasileiro.

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