Os leitores fiéis deste espaço devem recordar da newsletter divulgada em 12 de fevereiro, que incentivou os investidores a considerar tanto o óbvio quanto o não óbvio.
O aspecto não óbvio referia-se à atratividade de dois Fundos Imobiliários excepcionalmente baratos quando analisados em relação ao valor patrimonial, escolhidos pela equipe de um especialista em renda imobiliária.
Na ocasião, apresentamos publicamente as sugestões do BTG Hedge Fund e do Bradesco Carteira Ativa, desafiando a ideia comum de que o rendimento do CDI tornaria inviável qualquer exposição a FIIs.
Ao considerar a variação das cotas e os dividendos pagos, os retornos totais obtidos nesse período de mais de três meses foram de +19,4% e +15,5%, respectivamente, superando o IFIX (14,3%) e muito acima do CDI (3,3%).
Essa proposta inicial, que ressaltava que ambos os Fundos Imobiliários tinham indicadores “P/VP” próximos das mínimas históricas, claramente resultou em um prêmio de performance em meio à forte recuperação do mercado.
Além disso, é importante notar que o próprio valor patrimonial dos FIIs também se valorizou em consonância com os ativos investidos.
Portanto, mesmo com a alta nas cotações de mercado, o desconto continua atraente para um investimento de longo prazo; um gráfico de referência do P/VP do BTG Hedge Fund complementa essa análise.
Para aqueles que buscam mais recomendações “não óbvias” como essas, sugerimos a leitura das duas edições anteriores do boletim de renda imobiliária, onde apresentamos um estudo aprofundado sobre a situação atual de diferentes Fundos de Fundos listados.

