O número de países com a classificação de crédito mais alta diminuiu após a recente desvalorização da nota dos Estados Unidos feita pela agência Moody’s, que rebaixou a avaliação de “AAA” para “AA1” devido ao aumento da dívida e elevação das taxas de juros, evidenciando preocupações com grandes economias.
Essa mudança é importante, pois a nota de crédito serve como um indicador do risco associado à compra de dívidas por investidores, e as agências analisam diversos fatores para determinar a capacidade de pagamento dos emissores.
Apesar do rebaixamento ter gerado pressão sobre os rendimentos dos títulos de longo prazo, não se espera uma venda significativa desses ativos, pois o uso de títulos do governo como garantia pelos bancos não deve ser afetado substancialmente.
O rebaixamento dos EUA é especialmente relevante em meio a incertezas sobre a política comercial do país e o papel do dólar na economia global.
A lista de países com a classificação “AAA” tem diminuído e atualmente conta com 11 nações, sendo que, antes da crise financeira de 2007-2008, eram mais de 15, representando cerca de 10% da produção global.
Entre as nações com a nota mais alta estão Alemanha, Suíça e Holanda na Europa, além de Canadá, Cingapura e Austrália.
Atualmente, a nota dos EUA é “AA1”, sendo que a Moody’s foi a última das três principais agências a rebaixar a sua classificação desde 1949, seguindo as ações da S&P Global e da Fitch.
O aumento da dívida pública e a ineficiência em lidar com problemas fiscais têm sido os principais motivos para os rebaixamentos observados em várias economias, incluindo os EUA, que registram déficits anuais e uma dívida superior a US$ 36 trilhões.
As despesas com juros superam os gastos com defesa, refletindo desafios enfrentados por outras grandes economias que lidam com dívidas crescentes devido a fatores como uma população envelhecida e mudanças climáticas.
As agências de classificação de risco, como Moody’s, S&P e Fitch, avaliam a qualidade de crédito de emissores, seguindo um sistema de letras que vai de AAA a D, o que influencia as taxas de juros que os emissores pagam e o risco percebido pelos investidores.

