Nesta segunda-feira, o Ibovespa tentava se estabelecer em alta após uma abertura mais fraca, com ações da JBS liderando os ganhos, em meio à expectativa da assembleia de acionistas que vai discutir a dupla listagem da empresa nos Estados Unidos e no Brasil.
Por volta das 11h30, o índice subia 0,31%, alcançando 139.625,1 pontos, com a máxima intradia de 139.753,63 pontos, após ter registrado uma mínima de 138.586,77 pontos. O volume financeiro era de R$ 6 bilhões.
Analistas do BB Investimentos afirmaram que, apesar do recente rompimento de resistências históricas, a possibilidade de uma correção técnica se torna aparente devido à configuração gráfica do último pregão e ao indicador de força relativa em zona de sobrecompra. Contudo, a tendência de alta prevalece, com o Ibovespa buscando a marca dos 140 mil pontos. Se houver uma correção, o suporte inicial deve ser em 137,6 mil pontos.
Em Nova York, o S&P 500 também recuperava-se após a Moody’s ter rebaixado a nota de crédito dos EUA, citando preocupações com a dívida e juros crescentes. Na China, a indústria cresceu 6,1% em abril, embora abaixo do 7,7% de março, e as vendas no varejo aumentaram 5,1%, também abaixo das expectativas.
No Brasil, o IBC-Br, considerado um indicador do PIB, subiu 0,8% em março, superando as previsões. Destaques do dia incluem a JBS ON, que avançou 3,32% em resposta à assembleia iminente, enquanto a MARFRIG ON caiu 6,02% após uma valorização anterior significativa.
As ações da VALE ON recuaram 0,23%, seguindo o desempenho do minério de ferro, e a PETROBRAS PN perdeu 0,37% devido a pequenas oscilações nos preços do petróleo. O Banco do Brasil ON caiu 1,05% após resultados decepcionantes, ao contrário de outros bancos como o Itaú Unibanco e Bradesco, que tiveram desempenho positivo.
A MOTIVA ON ganhou 0,52% após anunciar assessoria financeira para uma possível transação com seus ativos aeroportuários.

